Valar Morghulis. When the sun goes down and the long night rise, you deserve what?

[RP Fechada] Honor, loyalty and blood

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Brigas são diferentes interpretações do mesmo acontecimento.

Honor, loyalty and blood
Descrição da RP:  A RP irá começar com o post de @Logan Lannister. Esta é uma RP FECHADA, conta apenas com a participação de @Tyressa Lannister, @Logan Lannister e @Tytos Lannister . Naquele mesmo dia, as ações da Rainha do Rochedo chegaram ao conhecimento de seu esposo e Rei. No dia seguinte, o Rei mandou que chamasse o homem que ajudou a Rainha a executar seu meticuloso plano, que resultou na morte do cavalariço. Diante do Rei, as atitudes de  Sor Greenfield seriam questionadas, bem como sua lealdade para com seu suserano. Era quase fim da manhã, o dia estava ensolarado, porém fresco.


Until you and i are the only people left in this world

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Logan Lannister
HONOR LOYALTY BLOOD





Como se a própria natureza se negasse à enfrentá-lo, sequer o sol ousara em dar as caras naquela manhã fria do Ocidente quando Logan desvencilhou-se do conforto de seus lençóis e dos braços acolhedores de sua esposa. O espectro noturno ainda pernoitava pelos céus, ainda que breve, aludindo ao estágio que precede ao amanhecer. Despertar à primeira luz da aurora nunca lhe fora algo de inusitado, principalmente a partir do momento em que fora nomeado e legitimado como um Rei. Entretanto, naquele dia, particularmente, o Leão da Montanha se dera ao trabalho de levantar-se por antecipação aos seus próprios hábitos – isto, se considerado que, de fato, houvesse adormecido durante aquela madrugada. À bem da verdade, o que haveria de ser uma noite tranquilizante ao lado da amada, tornara-se uma noitada desagradável de insônia e reflexões meticulosas, todas acerca dos desprezíveis acontecimentos que transcorreram no decorrer da última noite. Uma grande tolice, evidente. Se não a pior, dentre tantas condutas que Logan repudiara, uma, em especial, se destacava; segredos – ou a tentativa parca de mantê-los, ainda mais quando se tratava de sua família. Família esta que, por sua vez, haveria de possuir completa ciência de que nada jamais passava despercebido pelos olhos do Rei do Ocidente. E também de sua fúria, uma vez germinada.

Silencioso, galgou à frente do suntuoso espelho do aposento real. Ao lado, um manequim similar trajava-se de seu rico robe carmesim; um tecido de estrutura grossa, mas tecido com afinco pelas melhores sedarias do continente vizinho, afiado e estampado em enfoques negros e dourados que retratavam toda a luxúria do Rei mais rico dos Sete Reinos. Ao seu lado, uma bacia de prata jazia, sustentando sobre sua profundidade uma quantidade abundante de água doce. De corpo nu, usou de ambas as mãos para usurpar uma pequena porção, levando-a do rosto aos cabelos desarrumados. Debruçado sobre o recipiente, esfregou ambos de forma truculenta, ao menos para livrar-se do aspecto de sonolência que ainda ruminava em sua feição. Posteriormente, despiu o boneco que vestia o elegante gibão e o vestiu, tudo em repleta discrição. As mãos encontraram seu cabelo, atirando-os para trás antes de manejar sua coroa; um arranjo de d’ouro cravejado por rubis escarlates. Logan raramente vestia-a, senão para receber um nobre de igual escalão ou para acudir à alguma audiência de suma importância. E isto era justamente o que lhe introduzia ao que recorreria naquela manhã. Olhou-se uma última vez contra o reflexo no espelho, contemplando tamanha graciosidade que lhe concernia sob aquelas vestes.

Antes de encontrar a porta reforçada, permitiu-se um último vislumbre para sua cama, onde Tyressa permanecia, aparentemente, adormecida. Nem mesmo seu corpo nu ou os traços angelicais de seu rosto lhe fizera ceder. Naquele momento, não sentia desejos, quiçá admiração bela devotada esposa que possuía. Não. Seu coração pertencia a ela, tão quanto o dela pertencia a ele. Mas seu compromisso ia muito além da posição de cônjuge. Logan era seu marido, mas também seu Rei. E ao julgar por seus ator na noite anterior, Tyressa falhara não só como esposa, mas como Rainha – ou, pelo menos, era o que ruminava em seus pensamentos, fossem estes precipitados ou não. Só então direcionou-se porta afora, encostando-a com sutileza ao adentrar os corredores. Ao longo de sua extensão, uma fileira ordenada de três de seus servos se predispunha de forma uniforme, como se sua presença àquele horário fosse previamente planejada. A primeira não passava de uma moçoila de cabelos negros, corpo esguio e altura mediana, carregando consigo a capa inteiramente dourada que faltara em seu traje. Quando passou rente à criada, apressada, a mulher o seguiu, acoplando o pequeno broche dourado por sobre o ombro esquerdo de seu Rei e deixando com o que o tecido reluzente pendesse por toda a retaguarda de Logan, ao ponto de arrastar parcamente pelo chão.

O segundo à espera, mais à frente, era o confiável e sempre dedicado Meistre Aeron, que em meio à sua reverência, entregou-lhe um pequeno pergaminho e juntou-se à mais jovem, seguindo os passos firmes de Logan. O terceiro, por sua vez, era Sor Byron. Devotado como era – ainda que fosse possível ver em seu olhar a angústia que o atordoara na noite passada, o homem dobrou-se por sobre o joelho, estendendo ambos os braços ante a minha passagem. Em suas mãos jaziam Rugido Brilhante, a espada ancestral que pertencia aos Leões do Rochedo por séculos. Envolta por uma ornamentada bainha de prata e ouro, seu punho cintilava em dourado e carmesim quando Logan empunhou-a. Sor Byron levantou-se e pôs-se a ajudá-lo com seu cinto, deixando-a pender em sua anca esquerda. Nenhum sequer se atentara a quebrar o silêncio que predominava durante aquele trajeto. Todos os três seguiram às costas de seu Rei, que tomava rumo ao seu salão real. Num processo ligeiro, ambos os quatro encontravam-se frente aos grandes portões que guardavam a sala de seu trono. Dois Cavaleiros corpulentos e pesadamente equipados as abriram de imediato. Logan desceu os pequenos degraus que introduziam ao mármore lustroso do salão, percorrendo sua extensão requintada em pilares esculpidos com todos os adornos referentes ao brasão da família. Concluindo as passadas, sentou-se por sobre a plataforma acolchoada de seu trono personalizado. Ao seu lado, uma nova serva lhe servia, portando consigo uma bandeja de frutas vermelhas e um jarro transparente de vinho Bravosi.

- Meu Rei, devo buscá-los agora? – Perguntara Sor Byron enquanto Meistre Aeron instalara-se ao lado de seu soberano, num acento paralelo ao trono. Como pressuposto, tudo já estava ocorrendo conforme o combinado. – Vá, Sor. E você também, Iryna. Acordem-no e digam-lhes que seu Rei os espera com urgência. Retirem-no da cama se for preciso, mas sem alvoroços desnecessários. Eles responderão com prontidão, é claro.– Respondeu de forma firme, exaltando, em evidência, a pronúncia que dedicara ao seu título legítimo, deixando claro que aquela audiência não se tratava de uma conversa em família entre pai, mãe e filho. E assim se sucedera. Ambos os ordenados tomaram o mesmo rumo, retornando às torres que guardavam os aposentos de ambos os convocados; sua esposa e Rainha, Tyressa, e seu filho e herdeiro, Tytos. – Sor Kormon e Tremond, certifiquem-se de que meu inesperado convidado seja trago ao devido momento. – Prosseguiu para os dois Cavaleiros que antes guardavam as entradas, dotado de um desdém visível e recebendo não mais do que reverências em resposta.





HEAR ME ROAR


I CROSSED A THOUSAND LEAGUES TO COME TO YOU  
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